De modo geral, a ressonância magnética é extremamente segura e não traz riscos à saúde quando realizada com a indicação correta e os devidos cuidados.
A dúvida sobre se o exame faz mal costuma surgir do receio em relação à radiação ionizante, que é utilizada em determinados exames de imagem. Sobre isso, vale esclarecer logo de início: a ressonância magnética não utiliza esse recurso. Ela funciona por meio de um campo magnético e ondas de radiofrequência,do mesmo tipo das utilizadas nas transmissões de rádio e televisão.
É importante também pontuar que, mesmo nos exames de imagem que utilizam radiação ionizante (como a tomografia computadorizada e o raio-X), as doses atuais são mínimas e altamente controladas. Por isso, na medicina de hoje, o verdadeiro risco raramente está na radiação de um exame bem indicado, mas sim em deixar de diagnosticar uma doença no momento certo.
Contudo, é também verdade que a ressonância magnética exige cuidados que exigem atenção:
- O campo magnético produzido pelo equipamento pode atrair determinados objetos metálicos e interferir no funcionamento de alguns dispositivos médicos.
- As ondas de radiofrequência podem provocar o aquecimento de certos materiais presentes no corpo.
Por essa razão, antes de entrar na sala do equipamento, o paciente deve passar por uma triagem na qual deve dar à equipe do laboratório eventuais informações sobre marcapasso, implantes, próteses, fragmentos metálicos e outras condições individuais. Com base nessas informações, os profissionais verificam se o exame pode ser realizado normalmente ou se exige uma avaliação ou um protocolo específico.
Quem precisa de cuidados
A necessidade de avaliação não significa necessariamente que o paciente esteja impedido de realizar a ressonância. Em muitos casos, basta identificar corretamente o dispositivo ou material presente no corpo para verificar sua compatibilidade e definir os cuidados necessários:
1. Quem tem marcapasso pode fazer ressonância magnética?
Depende do modelo do marcapasso e das condições estabelecidas pelo fabricante. Alguns dispositivos são compatíveis com a ressonância somente quando determinados requisitos são cumpridos, como ajustes na programação e monitoramento do paciente.
Por isso, quem utiliza marcapasso deve informar a equipe antes do exame e, sempre que possível, apresentar a documentação que identifique o aparelho. A mesma orientação vale para desfibriladores implantáveis, estimuladores e outros dispositivos eletrônicos.
2. Quem tem prótese ou implante pode fazer ressonância?
Muitas próteses e implantes, especialmente os ortopédicos, não impedem a realização do exame. Entretanto, é necessário conhecer o tipo de material, sua localização e as orientações do fabricante.
Alguns materiais podem sofrer aquecimento ou produzir distorções nas imagens. Já determinados implantes e fragmentos metálicos podem exigir uma avaliação mais cuidadosa em razão do risco de movimentação ou de sua proximidade com órgãos e estruturas sensíveis.
3. Grávida pode fazer ressonância magnética?
A ressonância pode ser realizada durante a gravidez quando houver indicação médica. A gestante ou quem suspeita estar grávida, contudo, deve informar a equipe para que sejam avaliadas a necessidade e as condições do exame.
A principal cautela está relacionada ao contraste à base de gadolínio, que atravessa a placenta e geralmente é evitado durante a gestação, salvo quando sua utilização for considerada realmente necessária pelo médico.
4. Quem tem tatuagem pode fazer ressonância?
De modo geral, a tatuagem não impede a realização da ressonância. Alguns pigmentos, porém, podem conter componentes metálicos e, raramente, provocar aquecimento, ardência ou irritação na pele durante o exame.
Por isso, tatuagens e maquiagens definitivas também devem ser informadas à equipe. Caso perceba calor ou qualquer desconforto na região, o paciente deve avisar imediatamente o profissional responsável.
Como é a experiência da ressonância magnética
Durante a ressonância, o paciente permanece deitado e precisa evitar movimentos enquanto o equipamento produz as imagens. Embora o exame normalmente não provoque dor, alguns incômodos podem ser percebidos:
1. Por que a ressonância magnética faz barulho?
Os sons são produzidos pela rápida alternância dos campos magnéticos utilizados para localizar os sinais e formar as imagens. Esse processo provoca vibrações e ruídos ao longo do exame.
Mas esse incômodo pode ser atenuado com a utilização de protetores auriculares ou fones apropriados para o ambiente de ressonância. Além disso, equipamentos, recursos tecnológicos e protocolos mais recentes podem reduzir o tempo de permanência do paciente no aparelho em determinados exames.
2. Ressonância magnética dói?
A ressonância em si normalmente não provoca dor. Entretanto, permanecer imóvel na mesma posição pode causar desconforto, especialmente quando o paciente já sente dor na região examinada.
3. Quem tem claustrofobia pode fazer ressonância?
Pessoas com medo de espaços fechados ou claustrofobia podem encontrar maior dificuldade para permanecer dentro do aparelho. Por isso, é importante informar essa condição no momento do agendamento, e não apenas quando o exame estiver prestes a começar.
Conhecer antecipadamente a duração do procedimento, manter a comunicação com a equipe e receber orientações sobre cada etapa pode ajudar a reduzir a ansiedade. Em casos mais intensos, o médico pode avaliar a necessidade de outras medidas, inclusive sedação, que exige planejamento e cuidados específicos.
4. Obeso pode fazer ressonância magnética?
Na maioria dos casos, sim. A possibilidade de realizar o exame depende, porém, do limite de peso suportado pela mesa e do espaço disponível na abertura do equipamento.
Como essas medidas variam entre os aparelhos, o paciente deve informar seu peso e, quando necessário, outras medidas corporais no momento do agendamento. Dessa forma, a equipe pode verificar previamente se será possível acomodá-lo com conforto e segurança.
5. Quanto tempo demora uma ressonância magnética?
A duração varia conforme a parte do corpo examinada, a quantidade de imagens necessárias, o protocolo adotado e a eventual utilização de contraste. Movimentos durante o procedimento também podem exigir a repetição de algumas imagens e prolongar o exame.
Equipamentos, recursos tecnológicos e protocolos mais recentes podem permitir aquisições mais rápidas em determinadas situações. Na Transduson, o tempo de permanência no aparelho é de cerca de 15 minutos, em média. Em procedimentos mais simples, como determinadas ressonâncias do joelho, esse período pode ser de aproximadamente cinco minutos.
Ressonância magnética com contraste faz mal?

Em mulheres com alto risco de câncer de mama, a ressonância pode ser indicada como complemento à mamografia e geralmente envolve a utilização de contraste
De modo geral, o contraste utilizado na ressonância magnética é considerado seguro quando administrado com indicação adequada e após a avaliação das condições de saúde do paciente.
Quando a ressonância exige contraste intravenoso, geralmente é utilizada uma substância à base de gadolínio. Ela ajuda a destacar tecidos, órgãos, vasos sanguíneos e possíveis alterações, facilitando a análise das imagens.
A maioria das pessoas recebe o contraste sem apresentar problemas. Podem ocorrer reações como náusea, dor de cabeça, coceira ou desconforto no local da aplicação, enquanto reações mais graves são raras.
Pessoas com doença renal precisam de atenção especial, pois o contraste é eliminado principalmente pelos rins. Em casos de comprometimento renal importante, a equipe pode avaliar a função dos órgãos, o tipo de contraste e a necessidade de sua utilização antes de realizar o procedimento.
Por isso, o paciente deve informar previamente se possui doença renal, está grávida ou apresentou alguma reação em exames anteriores. Com esses cuidados, a equipe pode avaliar os benefícios e os possíveis riscos.
Dúvidas frequentes sobre ressonância magnética
1. É possível interromper a ressonância se eu me sentir mal?
Sim. O paciente permanece em comunicação com a equipe e deve avisá-la caso sinta dor, calor, falta de ar, ansiedade ou qualquer outro desconforto. Se necessário, o procedimento pode ser interrompido.
2. Preciso ficar com o corpo inteiro dentro do aparelho?
Não necessariamente. A posição do paciente e a parte do corpo que permanece dentro do equipamento dependem da região examinada e do protocolo utilizado. A equipe pode explicar como será o posicionamento antes de iniciar o procedimento.
3. Ressonância magnética pode provocar efeitos colaterais?
A ressonância sem contraste, que corresponde à maioria dos exames, normalmente não provoca efeitos colaterais. Algumas pessoas podem sentir desconforto por permanecer imóveis ou dentro do equipamento, mas essas sensações costumam estar relacionadas à posição ou ao espaço fechado, e não a um efeito do campo magnético sobre o organismo.
Quando há utilização de contraste ou sedação, podem ocorrer reações relacionadas ao contraste ou aos medicamentos administrados. Dor de cabeça e náusea estão entre as possíveis reações, enquanto manifestações mais graves são raras. Por isso, tanto o contraste quanto a sedação exigem avaliação e orientações específicas.
Ressonância magnética na Transduson
A nova tecnologia adotada pela Transduson na área de ressonância magnética conta com recursos de inteligência artificial que auxiliam na reconstrução das imagens, contribuindo para a qualidade dos exames e para a redução do tempo dos procedimentos.
Na Transduson, o tempo de permanência no aparelho é de cerca de 15 minutos, em média. Em exames mais simples, como determinadas ressonâncias do joelho, esse período pode ser de aproximadamente cinco minutos. A instituição atende pacientes de Carapicuíba, Alphaville, Barueri, Osasco, Jandira, Itapevi, Santana de Parnaíba e outras localidades do oeste da Grande São Paulo.
A Transduson também possui certificação ONA 3, o nível mais alto concedido pela Organização Nacional de Acreditação, responsável pelo Sistema Brasileiro de Acreditação .
Evite a automedicação
Se você apresenta algum dos sintomas mencionados ao longo deste artigo, é importante procurar orientação médica antes de tomar qualquer medicamento ou realizar exames por conta própria. Um profissional de saúde poderá avaliar o quadro clínico e indicar, quando necessário, o exame mais adequado para cada situação.
Dra. Luciana Dias Rodrigues Francisco – CRM/SP 63864 | RQE 120.495
Autora do artigo, ela é Médica Radiologista com doutorado pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. É também fundadora e CEO da Transduson.



